
Eu era aquela que queria tudo pronto, que queria todos ao meu redor, tinha o que queria, ouvia o que queria, falava o que pensava, e não o que sentia.
Não dava valor para as pessoas, não dava valor pra mim mesma. Eu era aquela que sonhava e não corria atrás dos sonhos. Já perdi a conta de tantas pessoas que passaram na minha vida, e eu apenas usava elas pra não ficar sozinha.
Sabia qual era o certo, mas fazia o errado, talvez pra chamar atenção.
Andava com as pessoas erradas, falsas, interesseiras, e que nunca olharam pra mim e disseram ‘ Você é importante na minha vida’, mas mesmo assim dizia que elas eram o máximo.
Eu errava, errava, e errava de novo, e nunca aprendia, nem sei se aprendi.
Não sabia o valor que tinha a frase ‘eu te amo’, então dizia pra qualquer um e me iludia por qualquer coisa.
Se eu não tinha, fazia as pessoas me darem, se eu tinha, queria mais e mais, e nunca ficava satisfeita.
Não sabia o que era sentimento, ou fingia que sabia.
Saudade? Pra mim era só uma palavra tosca, falava que sentia, mas não sabia o que era sentir saudade de verdade.
Amor, eu tinha por tudo e por todos, menos por mim, talvez seja por isso que errava tanto.
Hoje sei o que é dar valor, e sei quanto é bom ser valorizada.
Sou sim aquela sonhadora, que tudo o que mais quer é um final feliz, como nos contos de fadas.
Eu cresci e vi que a vida não é nada sem amar as pessoas, e sem o amor próprio.
Por que isso é o que tem de melhor.